Domingo, Novembro 18, 2007
eu acho engraçado a necessidade do ser humano em fazer promessas.
quando paro no tempo e observo as pessoas e como elas interagem umas com as outras, como faço vez por outra, sempre me deparo com promessas feitas e sendo feitas, que desde o início, estavam fadadas ao fracasso. promessas de amigos, namorados, pais e filhos. promessas de todos a todos.
e mesmo assim, mesmo que não seja possível cumprí-las, nós sentimos essa necessidade.
eu acho bem interessante a forma como a gente se apega às coisas. como a gente tá preso ao dia-a-dia e não ao "resultado" disso tudo. na verdade, a palavra que eu tô procurando não é bem "resultado", é mais algo do tipo... a realidade que não tá sendo focada pelas nossas lentes.
quer dizer... tem que ter mais do que isso né? e se a gente faz promessas, que na minha opinião, são o que fazem a ligação entre o paupável e o sentido disso tudo, que vão ser quebradas será que a gente consegue sair desse ciclo vicioso que é o cotidiano e suas trivialidades?
sei lá... tô ouvindo uma banda e lendo umas coisas aqui na net que me fizeram refletir sobre isso. a banda é bem legal, cinematic orchestra. os textos, medianos.
até a próxima.
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Quarta-feira, Novembro 14, 2007
hoje ouvi algumas vezes aquela música "triste" de tom jobim... não que eu estivesse me sentindo assim. na verdade nem acho ela triste. ouvi várias vezes porque peguei um engarrafamente filha da puta voltando pra casa e deu pra ouvir o cd todo quase 4 vezes.
tem um trecho que me chamou atenção hoje pelo atual momento que estou vivendo.
"Triste é saber que ninguém
pode viver de ilusão
Que nunca vai ser, nunca vai dar
O sonhador tem que acordar"
realmente, acho que o momento em que a gente acorda de algum "sonho" e percebe que não dá pra viver daquilo é bem triste, mas é algo necessário. por um lado, é o momento em que percebemos que o passado se torna um sonho, uma ilusão se optarmos por continuar vivendo aquilo e por outro, é o momento em que realmente abrimos os olhos e acordamos. é, para todos os efeitos, um tapa na cara seguido de um carinho (carinho com uma lixa talvez seja mais apropriado...).
é como um amigo me disse uma vez, a gente tem que ter a mesma maturidade pra aprender com as coisas ruins que teve pra aprender com as boas.
achei isso tão simples e tão complicado ao mesmo tempo, quando ouvi. acho que a partir do momento em que encaramos os fatos dessa maneira é que realmente estamos preparados, ou no caminho, pra aguentar qualquer coisa que vier pela frente.
até a próxima.
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Segunda-feira, Novembro 12, 2007
eu tinha um tema pra escrever aqui hoje...
mas quando terminei a primeira parte perdi a vontade de falar sobre o tal tema. estou agora ao som de billie jean de michael jackson tentando criar métodos pra aguçar minha criatividade no estágio. cada uma que desocupado inventa... hehehe a música acabou que agora tô ouvindo roads de portishead.
poucas coisas me marcam, com excessão de metais quentes e agulhas de tatuagem. uma delas é a música. algumas pessoas são muito ligadas à perfumes e outras coisas das quais não lembro agora, mas a única que me marca mesmo é a música.
eu tava pensando sobre isso agora, e é interessante como existe uma divisória nas minhas lembranças relacionadas à música. a internet na minha vida. antes dela, minhas lembranças são muito mais "contextuais" do que pessoais. coisa que mudou a partir do momento em que passei a conhecer músicas porque pessoas me "deram" elas, uma de cada vez. hoje em dia, mesmo as que não são "especiais" me lembram algo ou alguém.
a internet é foda mesmo...
fugindo do assunto, estou pensando em dar uma re-estruturada nesse blog. ou mudando de hospedagem ou mudando esse template... possivelmente a primeira opção, já que as possibilidades deste blog são um pouco limitadas e na minha opinião obsoletas. bem, se for o caso eu vou deixar o link por aqui pras moscas não perderem o rastro e me acompanharem pra onde eu for.
até a próxima.
ps: encerrando o post com i wish de stevie wonder... essa sim tem boas e bem pessoais lembranças.
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